Hipertensão Arterial.

A hipertensão é chamada pelos profissionais médicos de “assassina silenciosa”. A maioria das pessoas que tem pressão alta costuma não se dar conta, a princípio, por não ter grandes queixas quanto ao estado geral de saúde – o que acontece, às vezes, são dores de cabeça ou tonturas, sintomas confundidos com um simples mal-estar.

Mas é comum que, quando a pessoa sente algo diferente e mais intenso, a pressão alta já esteja prejudicando seu organismo. Antes disso acontecer, conheça mais sobre a doença e fique atento aos efeitos da hipertensão.

O que é?
A hipertensão ocorre quando há uma elevação anormal da pressão arterial – ou seja, quando as paredes das artérias oferecem resistência para a passagem do sangue. Com isso, o sangue bombeado pelo coração para irrigar os órgãos tem de exercer uma força (pressão) maior contra a parede das artérias. Esse descompasso sobrecarrega o coração, torna as artérias enrijecidas e traz diversos problemas de saúde relacionados.

A hipertensão…
– é responsável por 9,4 milhões de mortes no mundo ao ano, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde;

– atinge 30% da população adulta brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade, e está presente em 5% das crianças e adolescentes;

– é foco de 10% de todo o custo global de saúde, com o gasto estimado em US$ 370 bilhões por ano;

– aumenta de 4 a 6 vezes o risco de AVC (acidente vascular cerebral).

Doenças causadas por pressão arterial elevada não tratada
– Doença renal crônica: as artérias e arteríolas afetadas dificultam a função excretora dos rins;

– Disfunção erétil: ocorre por fatores do organismo e também como efeito colateral de alguns medicamentos;

– Demência: a hipertensão pode causar danos nas artérias que irrigam o sistema nervoso central, diminuindo fluxo de sangue (isquemia) para as células do cérebro.

– Perda da visão: as artérias ligadas à retina sofrem pressão assim como as artérias cerebrais;

A ameaça silenciosa não é, estatisticamente, levada a sério nos dias de hoje. A Sociedade Brasileira de Hipertensão estima que:
- 23% dos hipertensos controlam corretamente a doença;

- 36% não fazem controle algum;

- 41% abandonam o tratamento após melhora inicial da pressão arterial.

Prevenção
A única maneira de saber se a pressão está normal é medi-la. O ideal é medir a pressão pelo menos uma vez a cada seis meses ou com intervalo máximo de um ano. Assim, quando a doença aparece, logo se faz o diagnóstico.

Formas de controlar a pressão arterial:
– Fazer exercícios regularmente;

– Controlar os “gatilhos” geradores de estresse;

– Preferir alimentos saudáveis e diminuir a quantidade do consumo de sal;

– Limitar o consumo de álcool;

– Não fumar;

– Usar os remédios conforme as orientações médicas, observando doses e horários, e não parar o tratamento mesmo quando a pressão reduz;

Alguns alimentos que ajudam no combate à hipertensão:
– Alho: fonte de magnésio, dilata os vasos sanguíneos;

– Aveia: carboidrato que controla a glicose sanguínea;

– Leite e derivados (nas versões desnatadas): hipotensores, estimulam a eliminação do sódio;

– Alimentos ricos em potássio, como feijão, espinafre, cenoura, também estimulam a eliminação do sódio;

– Alimentos ricos em ômega 3, como peixes (sardinha, salmão, atum), linhaça e azeite,  diminuem a vasoconstrição;

O sal é o maior vilão?
O sal faz o corpo reter mais líquido – e o aumento do volume de líquido faz a pressão subir. No entanto, não há necessidade de comer tudo sem sal. Deve-se, sim, evitar o exagero, como colocar sal na comida pronta ou comer alimentos que contêm muito sal.

Cerca da metade das pessoas é mais afetada pelo cloreto de sódio, o sal de cozinha. Essas pessoas são denominadas “sensíveis ao sal”. Para esses indivíduos, é importante comer com pouco sal, para evitar que a pressão se eleve. Nas pessoas não-sensíveis a esse condimento, o aumento da pressão com seu uso é pequeno, mas a restrição também é indicada.

– Segundo estudo de 2015 da Heart Disease and Stroke Statistics (estatísticas sobre doenças cardíacas e infartos) da American Heart Association, durante a última década, a taxa de morte por hipertensão em 190 países aumentou em 13,2%.

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